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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Em paralisação, professores do RJ fazem assembleia e debatem greve

MATÉRIA DA GLOBO.COM - http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/05/em-paralisacao-professores-do-rj-fazem-assembleia-e-debatem-greve.html



     Professores das redes municipal e estadual de ensino do Rio de Janeiro fazem uma paralisação de 24 horas, nesta quarta-feira (7). Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe-RJ), além das reivindicações de aumento salarial e melhores condições de trabalho, os professores reclamam de acordos não cumpridos pelos governo do Estado e prefeituras. O Sepe-RJ também marcou para a tarde desta quarta, no Clube Municipal, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, uma assembleia para discutir a possibilidade de greve da categoria.

      As secretarias municipal e estadual de Educação ainda faziam por volta das 9h um levantamento dos estabelecimentos que aderiram à paralisação. Às 11h30m, a Secretaria Estadual de Educação informou que dos cerca de 75 mil professores do estado, apenas 304, ou seja, 0,4% dos profissionados não foram trabalhar nesta quarta. Todas as escolas abriram normalmente. A Secretaria Municipal de Educação informou que todas as 1430 unidades de ensino da cidade funcionaram normalmente.

     Segundo o Sepe-RJ,  os governos estadual e municipal não cumpriram compromissos firmados junto ao STF, em outubro de 2013, como a implementação da Lei Federal do 1/3 da carga horária para planejamento fora da sala de aula, instituída para todos os professores pela lei que criou o piso da Educação Nacional.

     As reivindicações conjuntas - para estado e município - englobam: plano de carreira unificado, reajuste linear de 20% com paridade para os aposentados, autonomia pedagógica, 30 horas para os funcionários administrativos, eleição direta para diretores, equiparação salarial da categoria, reconhecimento do cargo de cozinheira  e 15% de reajuste entre níveis.

    Mas segundo informações da Secretaria estadual de Educação (Seeduc), as reivindicações não podem ser as mesmas para estado e município. A Seeduc cita por exemplo, que  no estado não há eleições para diretores de escolas, como reivindica o Sepe-RJ, e que o cargo é preenchido por uma processo seletivo. O governo do estado propõe um aumento de 8% nos salários, mas depende de aprovação da Assembleia Legislativa (Alerj).

    Quanto à demanda de equiparação salarial dos professores, a Seeduc informa que a rede estadual do Rio paga, atualmente, R$ 16,90 pela hora-aula. Valor maior do que a hora-aula em São Paulo (R$ 15,80), no Espírito Santo (R$ 9,80) e em Minas Gerais (R$ 11,80). A secretaria diz que também os novos servidores têm ainda auxílio-transporte (entre R$ 63 a R$ 120/mês), auxílio-qualificação (bônus anual de R$ 500), auxílio-alimentação (R$ 160 mensais) e auxílio-formação para professores regentes de turma em  parceria consórcio Cederj (R$ 300 mensais).

    Ainda de acordo com a assessoria da Seeduc, o secretário se reuniu na terça-feira (29) com o Sepe-RJ e informou aos sindicalistas que haverá reajuste com aumento real este ano. Já em referência à redução da carga horária para funcionários, a secretaria ratifica posição do STF, de que não pode reduzir carga horária sem reduzir salários.

     Quanto ao enquadramento por formação para funcionários administrativos, há uma análise na Procuradoria Geral do Estado (PGE) dos casos que têm a ver com a área em que atuam. O grupo de trabalho acordado junto ao Supremo já está em funcionamento, tanto que a próxima reunião será no dia 12.  Mas o Sepe, segundo a Seeduc, se recusaria a participar devido ao fato de o outro sindicato da categoria, a UPPEs, fazer parte.

Paralisação de motoristas de ônibus causa transtornos no Rio

     MATÉRIA DA GLOBO - http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/05/greve-de-motoristas-de-onibus-causa-transtornos-no-rio.html



Um protesto de motoristas de ônibus causava transtornos a passageiros em diversas regiões do Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira (8). O grupo prometeu parar por 24 horas. O sindicato da categoria garante que apenas uma pequena parte dos condutores de coletivos vai cruzar os braços, mas funcionários de uma viação da Zona Oeste confirmaram que pelo menos 10 veículos foram apedrejados e voltaram para a garagem na madrugada. Vinte ônibus da viação Redentor, que atua na Zona Oeste do Rio, também foram depredados. Ás 7h40, segundo o Bom Dia Brasil, o número de ônibus atacados após a paralisação chegava a 50 no Rio.

     Na Central do Brasil, no Centro do Rio, poucos ônibus passavam no começo da manhã, e muitos passageiros esperavam nos pontos.

     O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro afirma que dos 40 mil funcionários que representa, só 300 falam em paralisação. Mas, no fim da madrugada, um grupo já se reunia na porta de uma empresa de transporte, no Andaraí. Eles conversavam com quem chegava para trabalhar.

     Na quarta-feira (7) à tarde, um grupo de rodoviários fez um protesto, no Centro do Rio. Segundo a PM, 300 pessoas participaram da passeata na Avenida Presidente Vargas. O grupo seguiu até a prefeitura. Os rodoviários protestaram contra o acordo fechado entre o sindicato dos motoristas e cobradores e as empresas de ônibus, que fixou aumento salarial de 10%. A categoria quer reajuste de 40%, R$ 400 de cesta básica, além do fim da dupla função de motorista e cobrador.

      Segundo um funcionário da viação Jabour, em Senador Vasconcelos, cerca de 10 a 15 ônibus retornaram à garagem durante a madrugada, após terem sido apedrejados por rodoviários em greve. O funcionário disse que, por volta das 6h30, os veículos estavam conseguindo sair, mas o clima ainda era tenso em frente à viação.

     De madrugada, vários passageiros reclamaram de demora na chegada dos ônibus. O sindicato, porém, garante que apenas uma pequena fração dos motoristas parou, como mostrou o Bom Dia Rio. Imagens do Globocop mostrou uma garagem de uma empresa lotada.

     Na Rua Edgard Werneck, na altura da Cidade de Deus, Zona Oeste, motoristas fizeram uma espécie de barricada, dificultando a passagem dos carros na via. Em função disso, havia retenção na via por volta das 6h30. Imagens do Globocop mostraram um grupo de manifestantes ligados à paralisação conversava com motoristas numa via. Um dos motoristas estava sentado com os pés apoiados no que parecia ser uma lixeira.
Reforço nos trens, metrô e barcas.

     Devido à paralisação dos motoristas, a SuperVia informou que opera com toda capacidade, ou seja, 150 trens, e reforçou as equipes de atendimento nas principais estações. O Metrô Rio também colocou toda sua frota em operação, mas não está vendendo os bilhetes integração. As barcas também estão com reforço. Plataformas e estações de trem e metrô estavam lotadas pela manhã. Usuários do Metrô na Superfície relataram falta de ônibus do serviço, principalmente na Zona Sul.

     No terminal de Cascadura, no Subúrbio, muitas pessoas se aglomeravam para tentar entrar nos ônibus por volta das 6h20. No mesmo horário, uma multidão se concentrava na Central do Brasil, no Centro da Cidade, depois de desembarcar de trens e não conseguia embarcar em ônibus.

    "Cheguei 4h e ainda estou aguardando. Vou para o Recreio e não tenho nem como avisar meu patrão", disse um passageiro, identificado como Nelson, ouvido pela equipe do telejornal. "É tumulto. Não conseguimos entrar no ônibus. Quebraram até os óculos de uma amiga. Se conseguirmos ônibus vamos para o trabalho. Saímos de casa de madrugada e estamos até agora esperando. Isso prejudica o lado da gente", acrescentou uma mulher. Outra passageira tinha uma consulta médica e, sem condução, contou que teria que caminhar por meia hora para não perder o atendimento.

     Por volta das 7h, houve um princípio de desentendimento na Central e passageiros ameaçaram depredar um ônibus.